Alcobaça

Oeste

Alcobaça

Alcobaça é uma vila portuguesa da sub-região do Oeste, região Centro, com cerca de 7 000 habitantes no seu núcleo central, no entanto a area urbana abrange cerca de 18 000 habitantes distribuido pelas freguesias de Alcobaça e Vestiaria e por parte das freguesias de Aljubarrota, Maiorga e Évora de Alcobaça. Foi elevada ao estatuto de cidade em 1995.

É sede de um município com 408,14 km² de área e 56 693 habitantes (2011) o segundo mais populoso da Comunidade Intermunicipal do Oeste e do distrito de Leiria, subdividido em 13 freguesias. O município é limitado a norte pelo município da Marinha Grande, a leste por Leiria, Porto de Mós e Rio Maior, a sudoeste pelas Caldas da Rainha e a oeste pela Nazaré (que rodeia por três lados), tendo dois troços de costa atlântica, a noroeste e sudoeste.

A cidade está localizada a 92 km a norte de Lisboa (124 km via A8, ou 110 km via IC2 / A1), e 88 km a sudoeste de Coimbra (114 km via A8 / A17 / IC8 / A1, ou 105 km via IC2 / A1).

Alcobaça é banhada pelos rios Alcoa e Baça, nomes de cuja aglutinação a tradição faz derivar o seu nome – o que está longe de ser consensual.

O concelho é densamente povoado, acima da média nacional; por isso, a paisagem rural fora dos centros populacionais é um misto de habitação, agricultura, mato e floresta, sem grandes espaços sem marca humana.

As maiores manchas florestais do concelho são as seguintes:

  • Pinhal: na freguesia de Pataias, (Pinhal de Leiria)

  • Serra dos Candeeiros (eucaliptal)

  • Vimeiro (Carvalhal do Gaio)

Parte da zona oriental do concelho está inscrita no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (freguesias de São Vicente, Prazeres, Évora e Turquel).

A 3 km da cidade, na freguesia da Vestiaria, situam-se as Termas da Piedade.


Mosteiro de Alcobaça

Alcobaça é conhecida pelo seu mosteiro cisterciense, em torno do qual se desenvolveu a povoação, a partir do século XV. O mosteiro foi fundado por D. Afonso Henriques em 1148, e concluído em 1222, em estilo gótico. Durante a Idade Média, chegou mesmo a rivalizar com outras grandes abadias cistercienses da Europa; os coutos de Alcobaça constituíram um dos maiores domínios privados dentro do reino de Portugal, abarcando um dos concelhos vizinhos de Alcobaça, a Nazaré, e parte do de Caldas da Rainha, para além de possuir inúmeras terras adquiridas por escambo, emprazamento, aforamento ou arrendamento um pouco por todo o país.

O mosteiro foi parcialmente incendiado pelos invasores franceses, chefiados por André Massena, em 1810, secularizado em 1834, e depois gradualmente restaurado. Parte da sua enorme biblioteca, com mais de cem mil tomos e manuscritos, foi salva do saque e incêndio dos franceses e do saque dos portugueses durante as guerras liberais, achando-se hoje preservada em parte na Biblioteca Pública de Braga e na Biblioteca Nacional de Lisboa.

Nos braços sul e norte do transepto da igreja do mosteiro, acham-se duas obras-primas da escultura gótica em Portugal: os túmulos dos eternos apaixonados, o rei D. Pedro (1357-1367) e D.Inês de Castro.